A ciência dá um empurrão para que desconhecidos se apaixonem.
Do ponto de vista da biologia evolutiva, os opostos se atraem.
Os vertebrados
têm um grupo de genes chamado Complexo Principal de Histocompatibilidade (CPH),
responsável pelo sistema imunológico.
Um estudo realizado na Universidade do
México indicou que o CPH influencia os odores corporais e que homens e,
principalmente, as mulheres são atraídos por complexos diferentes dos seus.
Isso
evitaria a reprodução entre pessoas da mesma família e garantiria maior
variedade genética, tornando os filhos mais resistentes a doenças. Quanto maior
a variação de CPH, mais chance ele tem de reconhecer invasores. Mas ninguém vai
ficar com um mala só por causa disso, claro.
Fase de ovulação
Uma pesquisa da Universidade do Texas concluiu que na fase da ovulação
da mulher, elas identificam o bonitão, fortão e pegador como bom pai e marido, capaz
de produzir filhos saudáveis, cozinhar e lavar a louça.
É como se os hormônios
tirassem de jogo qualquer vestígio de razão e fizesse prevalecer o instinto.
Fora
do período fértil, os outros podem ter alguma chance.
Como o cérebro processa a atração
Começa do mesmo jeito que acontece quando você vê um prato de comida que
você gosta.
O primeiro approach é no córtex porque tudo é desencadeado com o
estímulo da visão, do olfato e da audição.
A atividade do córtex pré-frontal também é intensa, já que existem
decisões racionais a serem tomadas: se o outro agrada, se parece ser boa gente.
Quando o conjunto é agradável para você, entra em ação o sistema
límbico, estruturas cerebrais na região do hipotálamo e do hipocampo, nas áreas
temporais. O hipotálamo e o hipocampo, modulados por neurotransmissores, são responsáveis
pelas sensações agradáveis.
Humanos liberam feromônios para atrair parceiros
Liberamos algumas substâncias químicas pela transpiração que permitem o
reconhecimento sexual mútuo.
Teoricamente no período da ovulação, as mulheres
conseguem identificar pelo odor um cara viril. E o cheiro delas seria mais
forte nessa fase, para também atrair um parceiro. Mas, na prática, nossa
capacidade olfativa não é tão capaz de reconhecer essas sutilezas como faziam
muito bem nossos ancestrais.
Fonte: Super Interessante: 101 perguntas curiosas sobre
sexo. São Paulo: Editora Abril, Agosto de 2012.